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Isso mesmo! Uma lenda. A Lenda da Praia do Olho D’Água.
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A Lenda da Praia do Olho D’Água

Mais Uma Bela Obra de Arte da Natureza

Documentos históricos revelam que após a descoberta do Brasil, a região norte ficou abandonada durante muito tempo, transformando-se, para os europeus, em uma autêntica terra de ninguém. Depois de Cabral, trinta anos se passaram até que o rei de Portugal decidisse dividi-la em capitanias, de olho nas riquezas que se dizia existirem por lá. A partir daí muitas expedições tentaram dar início à colonização, mas todas fracassaram diante das adversidades encontradas. Até que em 1612 o francês Daniel de la Touche, senhor de La Ravardiere, à frente de uma expedição composta por três naus – Regente, Charlotte e Saint´Anne – e quinhentos homens, colocou os pés na ilha chamada pelos indígenas de Upaon-Açu, ou Ilha Grande, dando início a uma povoação que cresceu ao longo do tempo, superou inúmeras dificuldades, até se transformar na cidade que agora mescla passado e presente, formando dessa forma um cenário de encantamento ímpar para os que a visitam.

No Maranhão existiam índios do grupo tupi, como as tribos tupinambás, tabajaras, caetés – habitantes do litoral, e também índios do grupo tapuia, como os guajás, guajajaras, gamelas, barbados – nativos do interior. Da fusão entre estes dois grupos surgiram os tupinambaranas, muito comum na região amazônica. Legítimos donos da terra que ocupavam, esses indígenas reagiram à expropriação que sofriam e por isso lutaram durante algum tempo por seus territórios. Mas não resistiram à força e brutalidade dos mais fortes e a eles se submeteram. A essas tribos se juntaram milhares de escravos vindos da África para trabalhar nas propriedades rurais da região, e foi dessa miscigenação inevitável – de franceses, portugueses, holandeses, índios e negros – que surgiu o rico folclore maranhense, preservado carinhosamente pelos são-luisenses ou ludovicenses, que é a forma como os ali nascidos podem ser chamados.

A cidade de São Luís foi declarada Patrimônio da Humanidade porque possui um valioso acervo arquitetônico. Os seus mais de 3.000 prédios tombados representam o maior conjunto de arquitetura civil portuguesa no Brasil, com casarões senhoriais, palácios e igrejas espalhadas pelos becos estreitos, além dos largos e calçadas altas. E dela já se disse que mais parece um presépio, pois debruçada placidamente sobre o mar, sua beleza madura é cheia de verdes mistérios. Dizem os poetas que às vezes, em certas noites de lua cheia, é quase possível sentir o passado pulsando em seus beirais, mirantes e sacadas altas, e que percorrer as íngremes ladeiras do centro histórico; as ruas calçadas de paralelepípedos que de repente podem terminar em extensas cadarias de amplos degraus, é buscar o encantamento puro e simples. Uma cidade peculiar. Assim é São Luís do Maranhão.

As empresas de turismo garantem que se você está a fim de sol, mar e uma boa comida, deve ir a São Luís, ilha rodeada de belas e incomparáveis praias. Elas são várias – a da Ponta d’Areia, a de São Marcos, a do Calhau, a da Guia, de Araçagy e a do Olho d’Água -, todas com areias finas e alvas dunas que realçam suas belezas naturais, e onde o sol brilha praticamente o ano todo Com relação a esta última – praia do Olho d’água – distante cerca de dez quilômetros do centro urbano, cercada por dunas, morros e falésias – terrenos ou rochas altas e íngremes, à beira-mar, por força da erosão marinha -, e muito procurada por pescadores, dizem os que a conhecem que se trata de uma das dez maiores belezas da “ilha do amor”. Certa lenda indígena diz que a filha de Itaporama, cacique mais importante da tribo indígena que ali habitava, apaixonou-se por um dos índios da aldeia, um rapaz alto, forte e de feições tão belas que a Mãe d’Água também se enamorou dele, assim que o viu. E foi assim que um belo dia a deusa do mar valeu-se de seus poderes mágicos e conseguiu convencer o jovem a ir ao seu encontro, levando-o, então, para o fundo das águas. Ao tomar conhecimento do acontecido a pobre índia ficou desesperada, e inconformada com a perda do amado passou a vagar desesperadamente pela praia deserta, chamando por ele, na esperança vã de que moço saísse do mar e retornasse aos seus braços. E assim ficou durante vários dias, sem se alimentar, exaurida de dor e com os olhos cegos de tanto chorar, até que a morte, compadecida de sua imensa aflição amorosa, veio consolá-la, sepultando-a no imenso areal.

Foi então que Tupã, compadecido da virgem enamorada, fez com que surgissem da areia duas nascentes de água pura e cristalina que até hoje não param de correr incessantemente em direção o mar. Os indígenas passaram a dizer que aquela fonte era alimentada pelas lágrimas da índia que morrera de amor, lenda que permanece viva até os dias de hoje.

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Até a Próxima!

[Fonte: FernandoDannemann]

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