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Chegou o Verão!

Por , 22 dezembro, 2011 08:58

Chegou o Verão!

Instalam-se as altas temperaturas.

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Normalmente é um período de férias, festivais culturais, viagens ao litoral, praia, água de coco, piscinas lotadas, muito consumo de sorvete e bebidas geladas. Mas também há os riscos de desidratação, meningites e problemas respiratórios, com a emergência do clima mais quente e seco.

Neste momento os dias se alongam, as noites são mais curtas. Esta celebrada estação tem início, no Hemisfério Norte, onde é conhecido como Verão Boreal, mais ou menos em 21 de junho, data que marca o solstício, e tem fim no equinócio outonal, no dia 23 de setembro.

Já no Hemisfério Sul, o Verão Austral principia com o Solstício, por volta do dia 21 de dezembro, e se encerra com a chegada do equinócio de Outono, em meados do dia 20 de março.

Nos primórdios da Humanidade, costumava-se considerar a existência de cinco estações, pois o Verão era fracionado em duas porções – o Verão em si, com clima quente e repleto de chuva, quase sempre se iniciando no final da Primavera; e o estio, pontuado por altas temperaturas e atmosfera seca, daí se origina a expressão ‘estiagem’, hoje raramente utilizada como sinônimo de Verão.

1 14457f50df Chegou o Verão!Esta estação é conhecida como a que mais apresenta pancadas de chuvas, especialmente em áreas com a temperatura mais precisa. Com o clima muito quente, torna-se mais propício ocorrer a evaporação das águas. Assim, são mais freqüentes os altos índices pluviométricos.

Na tradição Wicca, o Solstício de Verão é conhecido como Litha, quando então o Sol chega ao seu ponto máximo de vitalidade, tornando então a extinguir-se. Desta forma, os dias começam a se reduzir, e as noites vão ficando mais longas.

Ainda segundo esta cultura espiritual, o sabá conhecido como Samhain – Halloween – festeja o fim do Verão, bem como o Ano Novo dos celtas e o Festival dos Mortos, conhecido também como Terceiro Festival da Colheita. De acordo com algumas práticas Wicca, neste período se consagra a viagem do Deus para a ‘terra de verão’.

Este é, portanto, o momento em que se revelam as passagens existentes entre os dois mundos e, simultaneamente, principia-se um novo ciclo, ou seja, uma nova estação.

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[Fonte: InfoEscola]

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Por , 12 novembro, 2009 07:38

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Por que o Natal é comemorado em 25 de dezembro?

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Parece incrível, mas a escolha da data não tem nada a ver com o nascimento de Jesus. Os romanos aproveitaram uma importante festa pagã realizada por volta do dia 25 de dezembro e “cristianizaram” a data, comemorando o nascimento de Jesus pela primeira vez no ano 354. A tal festa pagã, chamada de Natalis Solis Invicti (“nascimento do sol invencível”), era uma homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma. As comemorações aconteciam durante o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. No hemisfério norte, o solstício não tem data fixa – ele costuma ser próximo de 22 de dezembro, mas pode cair até no dia 25. A origem da data é essa, mas será que Jesus realmente nasceu no período de fim de ano? Os especialistas duvidam. “Entre os estudiosos do Novo Testamento e das origens do cristianismo, é consenso que ele não nasceu em 25 de dezembro”, afirma o cientista da religião Carlos Caldas, da Universidade Mackenzie, em São Paulo. Na Bíblia, o evangelista Lucas afirma que Jesus nasceu na época de um grande recenseamento, que obrigava as pessoas a saírem do campo e irem às cidades se alistar. Só que, em dezembro, os invernos na região de Israel são rigorosos, impedindo um grande deslocamento de pessoas. “Também por causa do frio, não dá para imaginar um menino nascendo numa estrebaria. Mesmo lá dentro, o frio seria insuportável em dezembro”, diz Caldas. O mais provável é que o nascimento tenha ocorrido entre março e novembro, quando o clima no Oriente Médio é mais ameno.

Fonte: [Mundo Estranho]

Mural CMMC – Ubatuba / SP

Por , 27 janeiro, 2009 08:36

 Mural CMMC   Ubatuba / SP

Ubatuba - SP

Origem do Nome Ubatuba

Ubatuba: ubá em nheengatu é canoa, uubá é nome de gramínea ou cana-brava de que se fazem flechas, uuba-tyba significa grande quantidade dessas gramíneas. Segundo Roquette Pinto e vários tupinólogos, uúba, uyba, ubá (nheengatu), uy, uí (guarani), significam flecha, seta; é o nome de uma gramínea, espécie de cana-brava, cana-do-rio, cana-do-reino, canavieira dos brejos, também chamada candiubá ou tabaco (gramíneas de grande porte); cana herbácea amarela, sem gomos, que serve para o fabrico de flechas, peneiras, balaios, gaiolas, etc. Para Teodoso Sampaio, o topônimo pode ser interpretado como “sítio das canoas ou das canas”. Tyba, tuba: sufixo indicador de abundância; lugar onde há muito; sítio onde crescem plantas da mesma espécie ou onde demoram aves e animais, pouso, existência, abundância. Com algumas exeções, tyba predomina no norte, e tuba no sul.

Fundação de Ubatuba

A fundação da Vila da Exaltação da Santa Cruz de Ubatuba ocorreu em 28 de outubro de 1637. A história local, porém, já foi pesquisada até o início da era cristã, quando aqui viviam populações seminômades que viviam basicamente da coleta de mariscos e da caça. Arqueólogos já estudaram os sítios do Tenório e Mar Virado, onde encontraram esqueletos, pontas de flechas e outros utensílios destes precursores dos índios.

Na época do descobrimento Ubatuba era conhecida pelos tupinambás como Iperoig. Aqui travou-se uma batalha diplomática fundamental para decidir o futuro do Brasil. Tupinambás, franceses e portugueses disputavam o trecho da costa brasileira.

Os franceses partiram do porto de Havre com destino ao Brasil comandados por Villegaignon, apoiado pelo rei da França, Henrique II. Em novembro de 1555 entraram na baía de Guanabara com o intuito de ali instalar uma colonia francesa, a França Antártica. Para tanto, precisavam enfrentar o poderio militar português, nada desprezível na época, e a capacidade intelectual dos jesuítas.

Os índios demonstravam simpatia pelos franceses, hostilizando os portugueses que procuravam reforçar seu domínio pela costa brasileira. Valeram-se os franceses da raiva do chefe tupinambá Aimberê. Prisioneiro dos portugueses, havia sido condenado à morte, mas escapou, tornando-se um dos maiores inimigos da coroa de Portugal.

Sob o domínio de outro chefe famoso, Cunhambebe, os tupinanambás formaram uma aliança das tribos da costa entre Bertioga e Cabo Frio, incluindo também alguns grupos do Vale do Paraíba, Guaratinguaçu, Pindubuçu, Aimberê, Paranabuçu e outros lideres regionais.

A Paz de Iperoig

Para enfrentar o poder representado pelos habitantes originais da terra, os portugueses convocaram uma dupla de negociadores – os jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta – que substituiram os canhões e as caravelas. Sua missão de paz foi difícil e lenta. Conseguiram a vitória depois de muito tempo de negociação, o que significou para as tribos orgulhosas, a aniquilação paulatina.

Segundo a versão romanceada de Washington de Oliveira (“Seo” Filhinho), historiador local, “Quando os vindantes terminava a última etapa, ao se aproximarem da praia onde os índios, agrupados, os aguardavam em visível inquietação, viram-se de súbito cercados por grande número de canoas transportando índiosem atitudes hostis, como a impedir-lhes a aproximação e desembarque nas areias da praia de Iperoig.

Mas uma grande surpresa lhes estava reservada: os silvícolas ferozes, os tamoios que aqui habitavam receberam-os pasmados, atônitos com tanta audácia, subjugados pela venerável presença de Anchieta que, de pé na proa da embarcação lhes dirigia palavras ternas e pacificadoras, proferidas em idioma tupi, aureolando-se de confiança e simpatia aquele que mais tarde seria considerado o Dramaturgo do Brasil.”

Cunhambebe

Cunhambebe, alto, forte, hercúleo, destemido e feroz, era o chefe supremo das tribos tupinambás, agora confederadas na grande nação guerreira Tamoia, para vingança contra os portugueses. Levando-os à sua aldeia, Cunhambebe ordenou a mais ampla proteção aos missionários, inclusive mandando que se recontruísse, ampliando, a pequenina Igreja, para que ali celebrassem com mais desafogo os ofícios divinos. A data de 14 de setembro de 1563 foi escolhida para a assinatura do Tratado da Paz de Iperoig, firmado entre portugueses e índios.

Anchieta e os indígenas

Os jesuítas Nóbrega e Anchieta conseguiram a paz com os tupinambás. Os portugueses consolidaram seu domínio, expulsando franceses do Rio de Janeiro e fundando a cidade maravilhosa em 1567. Anchieta, o apóstolo do Brasil, autor do famoso Poema à Virgem, escrito nas areias da praia do Cruzeiro, em Ubatuba, aprendeu a gostar de tanajura, tamanduá e lagarta. Prova da capacidade de adaptação dos religiosos da época, verdadeiros embaixadores da cultura ocidental cristã, que triunfou em grande parte do mundo.

Anchieta acabou apreciando petiscos estranhos à sua formação européia. Cita “bichos roliços e compridos, todos brancos, da grossura de um dedo”, chamado pelos índios de rahu, aparecem nas taquaras. Segundo o missionário, “Fazem com eles um guisado, que em nada difere da carne de porco estufada”. Anchieta só resistia às tentações da outra carne, desprezando as índias belíssimas que o convidavam para os prazeres do sexo.

Pacificado os índios, ou seja, expusos aos poucos, vieram os colonos. Jordão Homem da Costa, fundador de Ubatuba, era um nobre portugues dos Açores. Chegou aqui no princípio do século XVII, iniciando em 28 de outubro de 1637 o povoado de Ubatuba. Seguiram seus passos na colonização desta parte do litoral nomes como Gonçalo Correa de Sá, Salvador Correa de Sá, Arthur de Sá, Belchior Cerqueira, Miguel Pires de Isasa, Antonio de Lucena, Inocêncio de Unhate e Miguel Gonçalves. Os colonos ganhavam sesmarias, com o compromisso de provar a terra e defendê-la. Alguns remanescentes tupinambás refugiaram-se na Mata Atlântica da Serra do Mar, onde viveram livres, pobres e sempre perseguidos.

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