Mural CMMC – Salvador / BA

Por , 31 julho, 2009 12:38

Salvador Mural CMMC   Salvador / BA

Salvador recorda seus ancestrais africanos na comida, dança, música e fé.

Salvador foi a primeira capital do Brasil Colônia, de 1549 até 1763, quando perdeu o posto para o Rio de Janeiro. Até hoje as duas metrópoles competem para ver quem atrai mais turistas nacionais e estrangeiros. Disputas à parte, Salvador tem um trunfo que nenhuma outra cidade brasileira tem: suas conexões explícitas com a África.

A cultura afro-brasileira se deixa literalmente tocar pelos turistas que escolhem Salvador. Com 80% da população negra, a cidade é no mundo uma das que mais preservam as cores e sons do continente de seus ancestrais escravos. Ao mesmo tempo, não deixa de renovar suas crenças diariamente. O sincretismo da religião, em terreiros ou igrejas; o berimbau e golpes ritmados que dão o tom da capoeira; e a simpatia das baianas de formas rechonchudas, servindo os quitutes à base de azeite de dendê, pimenta e leite de coco, fazem o turista relembrar o tempo inteiro: sim, essa é a Bahia.

Nas ladeiras do Pelourinho, cartão-postal da cidade e patrimônio da humanidade, diante dos casarões que começaram a ser restaurados na década de 1990, o povo simples e batalhador sorri, mesmo diante as dificuldades. E tenta sobreviver, seja como ambulante, com o seu pequeno negócio. Mas quando o fim de tarde chega, ele se escora em um banquinho na praça e vê a vida passar. Há até aqueles que se arriscam em uma partidinha de damas.
Salvador é tão prosaica que parece que já se conhece a cidade em sua primeira visita. Tudo ali é memória, de um livro, um filme, uma música, uma história. O Rio Vermelho de Jorge Amado, a Itaparica de João Ubaldo Ribeiro, a Cidade Baixa dos traços sem pudor de Carybé, a Itapuã de Caymmi, o saudosismo de Caetano e Gil e até o Carnaval de Daniela Mercury e tantos outros.

O baiano é herdeiro legítimo da alegria e do ritmo. Ele dança, primeiro porque sabe, e depois para mostrar aos outros. Os tambores africanos que dão o tom em blocos afro são os mesmos que ressoam na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e nos mais de 200 terreiros de candomblé da cidade.

A cidade tem as cores e o cheiro da saudade de uma África distante, e na impossibilidade de ter o que não podia, tornou-se única. A pimenta que esquenta a culinária é a mesma que faz a vida ter sabor. O soteropolitano é o artista que admira a beleza de sua rotina comum. Ele está lá, na ladeira do Centro Histórico, entre outros lugares, só esperando que o turista descubra essa beleza também.

fonte: UOL – Viagem

Mural CMMC – Península do Maraú / BA

Por , 30 julho, 2009 12:08

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Península do Maraú - BA

Piscinas naturais e praias quase desertas fazem da Península de Maraú (BA) um refúgio imperdível

A Península de Maraú fica na Costa do Dendê, ao sul da Bahia, entre Morro de São Paulo e Itacaré. Só pela referência aos dois paraísos naturais vizinhos já é possível imaginar a riqueza das paisagens e ecossistemas da região.

São mais de 40 km de praias praticamente desertas o ano todo. Mesmo no verão, quando as pousadas ficam lotadas, as praias parecem vazias porque os turistas se dispersam pela vasta costa coberta de coqueirais.

Na maré baixa formam-se dezenas de piscinas naturais, lotadas de peixes, que surgem entre labirintos de arrecifes. Aliás, é importante consultar diariamente a tábua de marés porque as paisagens são capazes de se transformar completamente com as mudanças da lua e das marés.

A praia de Taipu de Fora é considerada uma das mais belas do Brasil porque tem uma piscina natural de um quilômetro de extensão com peixes de todas as cores. No verão, são feitos mergulhos com lanternas para observar a fauna marinha noturna. Já no inverno, as chuvas são mais freqüentes, mas os passeios acontecem normalmente e os períodos de lua nova e lua cheia, quando a maré está seca, são ideais para o mergulho.

Barra Grande é a maior vila da península e ainda preserva a simplicidade caiçara, apesar de abrigar as principais pousadas, bares e restaurantes da região.

Em quase todas as praias há pousadas com veículos 4×4, lanchas, catamarãs e bom atendimento, que organizam passeios para toda a região. Um dos mais conhecidos é feito de barco pelas ilhas da península. Ao chegar na ilha do Sapinho para o almoço, a melhor pedida é o guaiamum, um caranguejo azul catado na hora. Outro passeio famoso é para a bela cachoeira do Tremembé, a única no Brasil que deságua no mar. O barco chega tão perto da queda que é possível tocá-la antes de desembarcar.

A península pertence à APA (Área de Proteção Ambiental) Maraú, unidade de conservação de uso sustentável da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica no sul da Bahia, que possui uma série de leis de preservação da natureza.

A cidade que dá nome à região fica ao sul da península, longe das praias. Foi fundada em 1705 por frades italianos que se instalaram na aldeia indígena de Mayra-hú e preserva a igreja, casas coloniais e as ruínas de uma usina de querosene do século 19.

fonte: UOL – Viagem

Mural CMMC – Ilha Grande / RJ

Por , 29 julho, 2009 12:39

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Ilha Grande - RJ

Com natureza preservada, Ilha Grande é destino certo para quem busca aventura

A Ilha Grande, localizada no litoral sudoeste do Rio de Janeiro, no município de Angra dos Reis, é uma das preciosidades do país. A natureza preservada (e protegida por lei), o clima rústico, as histórias e lendas locais e as paisagens fascinantes que combinam enseadas, rios, lagoas, cachoeiras, costeiras, planícies, ilhas, mata exuberante e montanhas fazem com que o visitante entre na barca de retorno ao continente com a sensação de estar atravessando um portal e voltando a um mundo menos emocionante do que aquele que acaba de deixar para trás.

Ao todo, a ilha tem 193 km² de área, a maior parte dela coberta por densa mata atlântica. Tem contorno acidentado com 34 pontas, sete enseadas e 106 praias. Mar e mata se combinaram durante os séculos para criar recantos paradisíacos, alguns inatingíveis, outros acessíveis somente por barco ou mesmo por trilhas. Ao seu redor, outras ilhas emolduram sua beleza e quase todo o seu entorno possui praias aptas à visitação.

O clima e a paisagem instigam ao total ócio, no entanto, há muito o que fazer na Ilha Grande com opções para todos os níveis de aventura. A estrutura para isso é bem organizada, fazendo do ecoturismo a grande vocação desse paraíso. Para percorrer as trilhas, por exemplo, há sinalização e placas de orientação ao longo do caminho. Existem desde trajetos curtos e fáceis a opções para quem busca aventura de verdade, como a trilha que dá a volta na ilha e pode ser feita em até cinco dias. Sem falar nos redutos para a prática de mergulho profissional (a baía é famosa por naufrágios visitados por mergulhadores do mundo todo) e dos muitos recantos onde os iniciantes podem vislumbrar grandes e vermelhas estrelas do mar e peixes coloridos.

Com tanta área preservada, a Ilha Grande consiste em um refúgio natural para muitos animais e também de proteção de recursos genéticos de espécies típicas de formações atlânticas. É o caso do bugio, primata com sério risco de extinção e que ali está protegido.

Os passeios de escuna ou lancha levam turistas para conhecer praias e outros pontos turísticos. É a atração que mais movimenta o comércio na região, pois garante ao visitante conhecer lugares que só poderiam ser alcançados de barco ou por trilha e garante aos locais faturar algum dinheiro oferecendo refeições com gostinho bem caseiro.

Pela manhã, o cais de turismo da vila do Abraão, a “capital” de Ilha Grande, é um agito só, com o movimento de turistas chegando e partindo para seus passeios.

Ao todo, vivem na ilha cerca de 7.500 pessoas, entre pescadores, estrangeiros que fincaram raízes e aqueles que carregam o legado de seus antepassados que vieram para cá, como descendentes de fazendeiros. O máximo que a ilha comporta são 11 mil pessoas. Com isso, restam 4.500 “vagas” que são leitos para hospedagem legalizada, incluindo camping, que só pode ser praticado em áreas autorizadas sob fiscalização rigorosa.

Vilas e povoados se espalham pelas praias de todo o entorno, somando 21 comunidades, das quais se destacam as da vila do Abraão, de Provetá, da vila de Dois Rios, de Praia Grande de Araçatiba, de Aventureiro, Lopes Mendes, Saco do Céu, Bananal, da Praia da Longa, Ubatuba, Passa-Terra e Parnaioca. Só Abraão tem 1.821 habitantes. É a maior de toda a ilha e concentra farta rede de hospedagem e de restaurantes.

Não há agências bancárias na vila. O jeito é partir do continente com uma quantia em dinheiro que achar suficiente. Por conta disso, a maioria dos estabelecimentos trabalham com cartões de débito e crédito.

Hoje, a ilha ganha fama por conta de suas belezas naturais, mas num passado recente ficou nacionalmente conhecida por abrigar dois presídios destinados a condenados por crimes comuns e também para presos políticos, como Graciliano Ramos e Fernando Gabeira. Chegou a ser apelidada de “Alcatraz brasileiro”. Por sorte, a beleza falou mais alto e, atualmente, os sinais desse passado estão em ruínas e suas lembranças fermentam as histórias que o povo conta.

Sem dúvida, a cultura da Ilha Grande está repleta de lendas e histórias, mas as mais belas você irá carregar ao partir com a sensação de que precisa voltar e deveria ter reservado mais dias para conhecer esse grande paraíso.

fonte: UOL – Viagem

A CMMC Time Sharing – Turismo tem empreedimentos nessa região, quer dar uma olhadinha?

Mural CMMC – Delta do Parnaíba / PI

Por , 28 julho, 2009 13:39
lencois maranhao Mural CMMC   Delta do Parnaíba / PI

Delta do Parnaíba - PI

Parnaíba reúne a biodiversidade da floresta ao preservado encontro do rio com o mar

No coração da “Rota das Emoções”, que contempla também Jericoacoara e Lençóis Maranhenses, o Delta do Rio Parnaíba é um espetáculo à parte. Localizado no extremo norte do Estado do Piauí, na divisa com o Maranhão, é o único delta das Américas que deságua em mar aberto e o terceiro maior do mundo. Suas ramificações, braços formados pelo rio antes de encontrar o mar, desenham um arquipélago com mais de 75 ilhas, dunas, lagoas de água doce e uma exuberante floresta tropical que presencia o espetáculo raro preparado pela natureza.

Santuário ecológico de rara beleza, o delta mantém áreas de preservação que protegem seus mangues, igarapés, lagoas naturais e a fauna silvestre construindo uma paisagem aparentemente intocada pela presença humana. Suas principais divisões delimitam o território das maiores ilhas da região, dotadas de boa infra-estrutura para visitação. São elas: Canárias, Igaraçu, Ilha do Caju, Ilha da Melancieira e Tutóia.

Além do precioso cenário construído pelo encontro das águas do Parnaíba com o mar, o litoral piauíense ainda reserva mais surpresas a serem exploradas. Em seus 66 km de extensão, menor litoral do país, nunca o ditado “melhor qualidade do que quantidade” se fez tão verdade. Em suas praias, visitadas quase que exclusivamente por moradores locais, o clima de tranquilidade se faz presente. Água límpida e transparente e algumas rajadas de vento trazem pescadores, banhistas e os praticantes de kitesurf em busca de adrenalina, unindo o prazer pelo esporte à contemplação da costa paradisíaca.

O setor artesanal do Estado do Piauí tem muitos motivos para se orgulhar. Considerado um dos melhores e mais bonitos do país, construiu na relação do homem com a natureza suas principais fontes de inspiração. Desde o interior do Estado, onde a forte interação com a terra fez nascer uma genuína vocação para a cerâmica, no litoral encontramos novas vertentes para as artes manuais.

Das fibras da carnaúba e das taboas, os artesãos de Luís Correia e Parnaíba retiram a resistência necessária para executar seus trançados. Móveis, balaios e objetos de decoração surgem de uma infinidade de fitas, que unidas e trabalhadas rapidamente pelas habilidosas mãos desses artistas, preenchem os espaços de casas e apartamentos por todo o país. Com um toque mais feminino, as artesãs da Ilha Grande de Santa Isabel dão cores às palhas e criam verdadeiras obras de arte dignas de figurarem nas mais respeitadas vernissages de arquitetura e design de interiores.

Ainda em Ilha Grande, encontramos as famosas rendeiras do Morro da Mariana. Na sede da associação, o som dos bilros se mistura à gostosa conversa entre as mais novas e as já tradicionais artesãs. Em 2001 elas tiveram seus trabalhos consagrados no São Paulo ¬
Fashion Week, quando o estilista Walter Rodrigues levou as trabalhadas rendas para suas criações.

fonte: UOL – Viagem

Mural CMMC – Praia da Pipa / RN

Por , 27 julho, 2009 13:15

praia da pipa Mural CMMC   Praia da Pipa / RN

Praia da Pipa se entregou ao desenvolvimento, mas natureza ainda é sua riqueza

Aliar turismo ecológico a investimentos em infra-estrutura hoteleira. Talvez este seja um dos desafios maiores para Pipa, distrito de Tibau do Sul, município localizado a 85 km ao sul de Natal, no Rio Grande do Norte. Local de passagem de tartarugas marinhas e golfinhos e dona de uma beleza natural singular, a praia se transformou nos últimos 20 anos, deixando de ser apenas uma vila de pescadores para dar lugar a um dos maiores atrativos turísticos do Nordeste, recebendo visitantes nacionais, da Europa e do resto da América Latina.

Sem dúvida, Pipa deixou de ser aquela praia tipicamente nordestina das décadas de 1970 e 1980. Naquela época, o argumento ecológico de surfistas e ambientalistas era de ojeriza ao desenvolvimento, mesmo que sustentado. A idéia hedonista era curtir a beleza natural de praia semivirgem com a simplicidade de pousadas rústicas ou em casas de pescador, sem querer levar a modernidade e a parafernália da cidade grande para o local.

Hoje em dia, o argumento ecológico ainda existe. Mas o desenvolvimento não pôde ser evitado. Europeus -principalmente de Portugal, Espanha, França e Itália-, uruguaios e argentinos montaram seus negócios em Pipa, além de brasileiros de vários cantos.

Apesar do inconveniente que isto possa parecer aos mais puristas, Pipa tem conseguido preservar o seu maior patrimônio: a natureza. Suas praias com falésias acabam ficando protegidas de um viés privado: tal característica impede de certa forma a extensão dos empreendimentos até a praia, apesar de isso já acontecer em alguns lugares. A beleza de suas águas, a presença de golfinhos e tartarugas marinhas -estas vêm botar seus ovos em praias mais desertas- e o clima bastante agradável ainda são os itens mais importantes e é o que chama mais a atenção dos visitantes.

Lógico que há uma série de restrições ambientais -que nem sempre são obedecidas, principalmente relativas à especulação imobiliária- tanto para quem quer montar seu negócio como para quem está de passagem. Mas elas nem chegam perto da rigidez de outros picos do Brasil, como Fernando de Noronha. No entanto, parece existir a consciência que é preciso preservar ao máximo aquilo que traz dinheiro aos empresários do local: a riqueza natural.

O que mais atrai a atenção do turista são as praias da região. Tem para todos os gostos: a da Mina (deserta, onde tartarugas botam seus ovos), do Madeiro (boa para surfe e para observar golfinhos), enseada dos Golfinhos (sua geografia é algo fabuloso), além da de Tibau do Sul e da lagoa Guaraíras. Outro destaque local é o Santuário Ecológico da Pipa, uma reserva florestal, que abriga, entre outras coisas, uma pequena cabana do Projeto Tamar.

Já a gastronomia de Pipa reflete, com sua diversidade, o que é o local hoje em dia, oferecendo cozinha francesa, italiana, japonesa e portuguesa, além de creperias e parrilladas. Mas o regional não ficou de lado. A carne-de-sol ainda impera como comida tradicional.

No meio de tantos restaurantes, é natural surgirem verdadeiras obras-primas da cozinha contemporânea. É o caso dos restaurantes Tapas e Camamo. Ambos possuem filosofia própria, desde a forma de servir até as receitas. Outro sinal de que a gastronomia se transformou em algo atrativo e lucrativo é o Festival Gastronômico da Pipa, que acontece geralmente nas duas primeiras semanas de outubro, oferecendo palestras e cursos ligados ao assunto, além de shows musicais.

História

Diz a lenda que piratas portugueses vinham ao Brasil atrás da madeira nobre e do pau-brasil e atracavam na praia do Madeiro. Ali, acabaram tomando como referência geográfica uma pedra que fica logo abaixo de onde hoje é o Chapadão. Achavam que ela tinha um formato de barril de bebida, que em Portugal é denominado pipa. E assim ficou o nome.

Bem mais tarde, entre as décadas de 1970 e 1980, surfistas e hippies começaram a desbravar diversos picos de surfe e chamaram a atenção para a bela natureza que existia ali. Hoje, Pipa faz parte de alguns circuitos do esporte, que acontecem na praia dos Afogados.

fonte: UOL – Viagem
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